quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ensaio Sobre a Natureza Humana

Conheci a obra do autor José Saramago através do livro “A Caverna”. Apesar de ter gostado do enredo, não entendi porque o português é aclamado com um dos maiores autores da atualidade.

Sendo assim, foi com algum receio, e levando em conta as muitas críticas positivas (valeu Mah!) que ouvi, que reuni coragem e comecei a ler “Ensaio Sobre a Cegueira”. Haviam me avisado sobre a intensidade do enredo, mas mesmo assim me surpreendi.

Ao longo de 300 e poucas páginas, Saramago desenvolve uma estória na qual personagens de personalidades e passados distintos são expostos a situações extremas ocasionadas pela “Treva Branca”, uma misteriosa e repentina cegueira que acomete toda uma nação.

Em um hospício abandonado, o melhor e pior de cada um é exposto, colocando em xeque crenças, princípios e valores, enquanto conceitos como “bem” e “mal”, “certo” e “errado” são questionados.

Hipnotizada pela leitura, achei difícil parar de ler antes de chegar a última página, quando finalmente entendi porque José Saramago é aclamado pela crítica e público. Definitivamente, esse foi um dos livros mais intensos que já li e está mais do que recomendado.

=*

P.S.: O cara tem um blog!!!!Quando puderem, dêem uma lida nos Cadernos do Saramago! =)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Oi zentem!!!!! Como foram de dia dos namorados? O meu até que foi bem bacana, passei o dia fazendo trabalhos da faculdade e assistindo filmes fofos na tv a cabo. Aliás, fica a dica de um deles (meu preferido, por sinal): Diário de uma Paixão.

Pra começar, já aviso aos rapazes que o filme é romântico, meigo, delicado e doce do início ao fim. Indicado, principalmente, para os que querem ter um momento só love com as amadas ou conquistar a potencial futura namorada já que a probabilidade dela chorar no teu ombro é bem grande.

A história? Calma, padawan, eu já ia chegar nesse pequeno detalhe. Noah é um jovem pobre e trabalhador que no verão de 1930 conhece Allie, uma jovem rica e de personalidade forte. Adivinha o que acontece em seguida?

Sim, eles se apaixonam perdidamente, mas devido aos preconceitos da família dela e da sociedade na qual vivem, são forçados a se separar. Anos depois, quando Allie está noiva de um cara muito bacana e Noah perdeu o melhor amigo enquanto lutava na 2ª Guerra, o destino faz com eles se reencontrem. Pra saber o resto, veja o filme =)

Clichês água com açúcar a parte, a história é extremamente bem escrita e quando o filme chega no final, os mais românticos têm certeza que o amor, realmente, pode vencer qualquer barreira e dificuldade, mesmo as impostas pelo tempo.

Como eu disse, é o filme per-feit-to para assistir com aquela pessoa especial, conquistar aquela guria que te encanta ou, no caso da moças solteiras que passam por esse blog, assistir comendo pipoca, negrinho de microondas e tomando coca-cola enquanto suspira com as amigas.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Sedução Epidêmica


Marketing Viral é uma forma de propaganda de baixo custo e alto impacto baseado em recomendações feitas via internet. Ou seja, um boca- a- boca de proporções epidêmicas feito a partir do envio e re-envio de links do youtube, posts em blogs, mensagens no MSN, e-mail, Orkut e por aí vai.

Uma campanha publicitária com estratégia viral é tão poderosa que grandes marcas nacionais e internacionais já aderiram à moda. A Nike, por exemplo, vira e mexe libera um viral no youtube, além de ter criado um site para apoiar o jogador Ronaldo quando ele fez cirurgia ano passado.

Para mim, a grande sedução do viral reside no ar não comercial que essas muitas dessas campanhas apresentam e na maior liberdade criativa que os publicitários têm, já que não estão sujeitos as censuras impostas pelos canais de mídia convencional.

São esses dois fatores que fazem com que as pessoas queiram repassar os links para seus familiares, amigos e conhecidos, é isso que torna o vídeo/ foto/ texto ou seja lá o que gênio criativo tenha inventado atraente a ponto de se tornar uma epidemia capaz de atingir milhares de pessoas no mundo virtual.

Só pra encerrar, dêem uma olhada nesse vídeo, que foi minha grande motivação para escrever o texto acima.

http://www.youtube.com/watch?v=pF25ylQ9egg

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O Mundo Pertence a Helvética

Muitos acreditam que por ser consumido do Japão ao Brasil, passando pelo Reino Unido, Estados Unidos, Arábia Saudita e Conchichina o arroz é onipresente. O mesmo preceito pode ser aplicado à coca-cola.

Posso dizer que, até pouco tempo atrás, eu fazia parte dessa grande maioria, afinal, todos os países sobre os quais tive notícia têm receitas aonde o arroz é o principal ingrediente e no caso da coca-cola, bom, mesmo nos países em que não é comercializada, essa bebida é conhecida. Esses fatos foram comprovados e, talvez por isso, achei que nunca fosse encontrar nada tão popular quanto os dois itens acima citados.

Ledo engano. Descobri isso há alguns meses, quando um de meus professores exibiu em aula o documentário “HELVÉTICA”. Com cerca de 1h e 15 min de duração, Helvética aborda as diferentes aplicações dessa fonte (tipo ou letra para os leigos) e algumas delas me surpreenderam. Especialmente as que envolviam logos de marcas famosas.

Abordando a criação e o desenvolvimento da helvética durante seus mais de 50 anos de existência, o filme mostrou opiniões a favor e contra a utilização da letra, mostrando os dois lados de uma mesma moeda. Aqueles que a defendem alegam que a criação da helvética trouxe legibilidade e simplicidade. Já seus atacantes propagam que essa legibilidade nem sempre é sinônimo de mensagem transmitida com eficiência. Deu pra perceber que em um mundo movido a imagens e palavras, uma simples “letra” é sinônimo de polêmica e das grandes.

Para não estender muito esse texto, digo logo o que penso. Essa descoberta abalou profundamente crenças e conceitos que eu vinha cultivando e aperfeiçoando ao longo dos meus 23 anos. Entretanto, sou obrigada a afirmar aos meus amigos (pretendentes a) designers e (pretendentes a) publicitários que podem estar lendo esse post: faltou tempo pra bolar um tipo legal pro cliente? Não entre em desespero e modifica a Helvética, que tem mais utilidade que Bombril.